poeta amazonense foi convidado a fazer parte de uma cerimônia
realizada pelo Ministério da Cultura na abertura da
mostra intitulada "68 Utópicos e Rebeldes",
comemorando 40 anos pós 1968.
Um
total de 40 personalidades de todo o Brasil foram convidados,
entre eles Thiago de Mello, que participou dessa geração,
contribuindo para o processo de consolidação
da consciência da País, por meio das artes, da
cultura e defesa da democracia.
Thiago
também recebe em Brasília o prêmio internacional
de poesia concedido a poetas de 24 países, no Brasil,
por indicação da Câmara Brasileira do
Livro. O evento inclui mostra audiovisual, cinematográfica,
iconográfica, debates, oficinas, lançamento
literários e apresentação de peças
de teatro.
Para
ele, homenagens como essa já não são
uma surpresa, mas garante que se sente muito engrandecido
pelo reconhecimento das pessoas. “É maravilhoso
um escritor receber a atenção e o carinho de
leitores que ele nem conhece”, disse.
Há
poucos dias relançou a quarta edição
do seu livro Amazonas Pátria da Água, mas fala
que não gosta de sair de onde mora, no interior do
Amazonas. “Gosto de encontrar os ribeirinhos perto da
minha casa, as crianças me chamam de 'o poeta', às
vezes nem sabem o meu nome, mas o que me importa é
o carinho, e eu só saio do Rio Andirá quando
sou chamado”, afirma.
Thiago
conta que se descobriu poeta aos 12 anos, e, hoje, com 82,
fala que o maior prêmio de sua vida foi ter bons amigos.
Se sente no dever de ser um eterno lutador pelo meio ambiente
e principalmente pelas causas da Amazônia. “A
ciência não usa metáforas como os artistas,
o cientista fala tudo com base em pesquisas, e nosso clima
realmente está mudando”, alerta.
Durante
a entrevista, fez questão de frisar o seu carinho pelos
jovens. “Eu tenho consciência que estou fazendo
um trabalho para as crianças que ainda irão
nascer. Não sei como medir metricamente a minha fama,
ela não me transformou, só sei que sou um poeta
querido”, finalizou.