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Manaus, janeiro de 2007

SE MAOMÉ NÃO VAI
A MONTANHA...


"Grande Circo do Livro", projeto desenvolvido pela Laselva em parceria com a prefeitura paulistana, disponibilizou livros a preços populares
e ampliou a visibilidade da livraria

 
e Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. O provérbio se encaixa como uma luva no “Grande Circo do Livro”, projeto que permitiu à Laselva Bookstore disponibilizar à população paulistana cerca de 300 mil livros, a preços bastante acessíveis. Realizado em parceria com a prefeitura de São Paulo, o evento – que aconteceu entre 18 e 27 de outubro, no Vale do Anhangabaú, na região central da cidade – envolveu mais de 40 editoras, que levaram para o espaço cerca de oito mil títulos, de todos os gêneros e para todas as idades.
Montado sob uma lona de mil metros quadrados, o circo recebeu ao longo dos dez dias 50 mil visitantes. As obras foram comercializadas a preços menores do que os praticados normalmente. “Graças à parceria com as editoras, pudemos repassar integralmente os descontos para o público”, diz Juliana Quintino, gerente de Comunicação Corporativa da Laselva. Ela acrescenta que as obras foram vendidas a partir de 5 reais, além de descontos especiais nos livros técnicos. “Dos mais de 30 mil títulos comercializados, 70% custaram até 5 reais”.
O local foi escolhido em conjunto com a Secretaria das Subprefeituras, como uma maneira de valorizar a região. “Em vários aspectos, estamos chamando o paulistano a voltar para o Centro de São Paulo. Aos eventos culturais em locais públicos, como o “Circo do Livro”, soma-se uma ação permanente de revitalização, permitindo, aos poucos, que ele volte a ser atraente para a população”, diz o secretário Andrea Matarazzo, também subprefeito da Sé.
 
Além dos preços convidativos, a iniciativa teve um forte caráter social, já que a Laselva doou mil livros para a bibliotecas públicas instaladas na região de M’Boi Mirim, no extremo Sul da Capital paulista. “A empresa criou esse conceito de circo itinerante de livros, e escolheu o Centro de São Paulo para dar o primeiro passo. A idéia de oferecer cultura aos paulistanos é, por si só, muito importante. Mas a contrapartida vai além, porque é uma ação de responsabilidade social importantíssima”, pondera o secretário, ressaltando que as obras doadas pela rede de livrarias vão garantir à população da periferia maior acesso ao universo literário.
O saldo é positivo também do ponto de vista institucional. O “Grande Circo do Livro” gerou cerca de 1 milhão de reais em mídia espontânea, de acordo com cálculo de centimetragem da Laselva. “A ação foi muito divulgada e ampliou a visibilidade da nossa marca”, acentua Juliana. Graças a isso, o projeto recebeu convite para integrar o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Ministério da Cultura. “O que mostra como a ação foi evidenciada positivamente junto à mídia e aos órgãos governamentais”, completa.
Os bons resultados levaram a rede – que conta com 24 lojas, das quais 14 próprias – a transformar o circo itinerante num projeto permanente, que deverá ser realizado três vezes por ano. “Levaremos para regiões em que pudermos firmar parcerias com o poder público”, avisa Juliana, para quem a ação é uma eficiente ferramenta de marketing social. “Com criatividade é possível driblar as dificuldades de mercado”.
 
*Essa matéria faz parte da revista Panorama Editorial n.26 - Janeiro de 2007

 

 
 
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