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Maomé não vai à montanha, a montanha
vai a Maomé. O provérbio se encaixa como
uma luva no “Grande Circo do Livro”, projeto
que permitiu à Laselva Bookstore disponibilizar
à população paulistana cerca de 300
mil livros, a preços bastante acessíveis.
Realizado em parceria com a prefeitura de São Paulo,
o evento – que aconteceu entre 18 e 27 de outubro,
no Vale do Anhangabaú, na região central
da cidade – envolveu mais de 40 editoras, que levaram
para o espaço cerca de oito mil títulos,
de todos os gêneros e para todas as idades.
Montado sob uma lona de mil metros quadrados, o circo
recebeu ao longo dos dez dias 50 mil visitantes. As obras
foram comercializadas a preços menores do que os
praticados normalmente. “Graças à
parceria com as editoras, pudemos repassar integralmente
os descontos para o público”, diz Juliana
Quintino, gerente de Comunicação Corporativa
da Laselva. Ela acrescenta que as obras foram vendidas
a partir de 5 reais, além de descontos especiais
nos livros técnicos. “Dos mais de 30 mil
títulos comercializados, 70% custaram até
5 reais”.
O local foi escolhido em conjunto com a Secretaria das
Subprefeituras, como uma maneira de valorizar a região.
“Em vários aspectos, estamos chamando o paulistano
a voltar para o Centro de São Paulo. Aos eventos
culturais em locais públicos, como o “Circo
do Livro”, soma-se uma ação permanente
de revitalização, permitindo, aos poucos,
que ele volte a ser atraente para a população”,
diz o secretário Andrea Matarazzo, também
subprefeito da Sé. |
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Além
dos preços convidativos, a iniciativa teve um forte
caráter social, já que a Laselva doou mil
livros para a bibliotecas públicas instaladas na
região de M’Boi Mirim, no extremo Sul da
Capital paulista. “A empresa criou esse conceito
de circo itinerante de livros, e escolheu o Centro de
São Paulo para dar o primeiro passo. A idéia
de oferecer cultura aos paulistanos é, por si só,
muito importante. Mas a contrapartida vai além,
porque é uma ação de responsabilidade
social importantíssima”, pondera o secretário,
ressaltando que as obras doadas pela rede de livrarias
vão garantir à população da
periferia maior acesso ao universo literário.
O saldo é positivo também do ponto de vista
institucional. O “Grande Circo do Livro” gerou
cerca de 1 milhão de reais em mídia espontânea,
de acordo com cálculo de centimetragem da Laselva.
“A ação foi muito divulgada e ampliou
a visibilidade da nossa marca”, acentua Juliana.
Graças a isso, o projeto recebeu convite para integrar
o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Ministério
da Cultura. “O que mostra como a ação
foi evidenciada positivamente junto à mídia
e aos órgãos governamentais”, completa.
Os bons resultados levaram a rede – que conta com
24 lojas, das quais 14 próprias – a transformar
o circo itinerante num projeto permanente, que deverá
ser realizado três vezes por ano. “Levaremos
para regiões em que pudermos firmar parcerias com
o poder público”, avisa Juliana, para quem
a ação é uma eficiente ferramenta
de marketing social. “Com criatividade é
possível driblar as dificuldades de mercado”. |