as eleições, homens, mulheres e jovens saem
de suas casas para escolher seus candidatos. Mas, a maioria
não tem noção clara sobre as responsabilidades
dos seus representantes no Poder Legislativo.
Responsável pela busca de soluções para
os problemas que afetam a educação, limpeza,
saúde, segurança, entre outros assuntos de interesse
da sociedade, e trazer para debate na Câmara, o vereador,
devido à falta de articulação com a sociedade,
comumente deixa de cumprir com algumas atribuições
que a função exige.
Conforme as regras, o parlamentar deveria ser um verdadeiro
porta-voz do povo. Coisa que nem sempre acontece, pois, na
maioria das vezes, para um cidadão comum chegar até
ele existem muitas barreiras, como marcar audiência,
esperar em filas de atendimento, etc.
Partindo
desse princípio, a manauense Luciana Fontes, 29, candidata
a vereadora pelo PCdoB, criou um projeto chamado de “Mandato
participativo”, onde o meio acadêmico e as pessoas
da comunidade poderiam ter uma relação mais
efetiva com os parlamentares, dialogando e defendendo seus
interesses junto ao seu representante político.
Assim surgiu a “Oficina Política – Participação
e representatividade popular”, um evento aberto ao público,
onde serão debatidos conceitos e idéias que
poderão fazer parte desse modelo de mandato. Para realizar
essa oficina, Luciana conseguiu o apoio do Núcleo de
Cultura Política do Amazonas (NCPAM) e da Pró-reitoria
de Extensão (Pace), Ufam. No encontro serão
analisadas as práticas da cidadania como instrumento
de controle social, esclarecer como flui o sistema de mandato,
além de idéias para consolidar o próprio
modelo de “Mandato Participativo”.
Como estratégia, os assuntos em pauta são: A
discussão da prática parlamentar numa perspectiva
participativa, com o professor Aloísio Nogueira; A
participação popular como instrumento de controle
social, com o professor Gilson Gil; e Partidos políticos
e as organizações governamentais, com o professor
Nonato Pereira. Como mediador estará o coordenador
do NCPAM, Ademir Ramos.
A proposta, segundo Luciana, não é fazer propaganda
política, mas, sim, criar um melhor canal de comunicação
entre o parlamentar e a comunidade. “É preciso
deixar claro que o núcleo não está lançando
nenhuma campanha, apenas aprovou a idéia de discutirmos
detalhes para melhorar e executar o projeto, que também
está aberto a outros candidatos. Dessa forma, lideranças
políticas, intelectuais, políticos e sociedade
em geral também devem participar”, finaliza.
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Serviço:
A
“Oficina Política – Participação
e representatividade popular” será realizada
dia 18 de julho, às 9 da manhã, no Centro de
Artes da Universidade do Amazonas (CAUA).
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Apoio:
Pró-reitoria de Extensão - PACE