ESPECIAL
   

 

Projeto propõe ao cidadão comum esclarecer
questões políticas e ajudar parlamentares

por Tony Santos

as eleições, homens, mulheres e jovens saem de suas casas para escolher seus candidatos. Mas, a maioria não tem noção clara sobre as responsabilidades dos seus representantes no Poder Legislativo.

Responsável pela busca de soluções para os problemas que afetam a educação, limpeza, saúde, segurança, entre outros assuntos de interesse da sociedade, e trazer para debate na Câmara, o vereador, devido à falta de articulação com a sociedade, comumente deixa de cumprir com algumas atribuições que a função exige.

Conforme as regras, o parlamentar deveria ser um verdadeiro porta-voz do povo. Coisa que nem sempre acontece, pois, na maioria das vezes, para um cidadão comum chegar até ele existem muitas barreiras, como marcar audiência, esperar em filas de atendimento, etc.

Partindo desse princípio, a manauense Luciana Fontes, 29, candidata a vereadora pelo PCdoB, criou um projeto chamado de “Mandato participativo”, onde o meio acadêmico e as pessoas da comunidade poderiam ter uma relação mais efetiva com os parlamentares, dialogando e defendendo seus interesses junto ao seu representante político.

Assim surgiu a “Oficina Política – Participação e representatividade popular”, um evento aberto ao público, onde serão debatidos conceitos e idéias que poderão fazer parte desse modelo de mandato. Para realizar essa oficina, Luciana conseguiu o apoio do Núcleo de Cultura Política do Amazonas (NCPAM) e da Pró-reitoria de Extensão (Pace), Ufam. No encontro serão analisadas as práticas da cidadania como instrumento de controle social, esclarecer como flui o sistema de mandato, além de idéias para consolidar o próprio modelo de “Mandato Participativo”.

Como estratégia, os assuntos em pauta são: A discussão da prática parlamentar numa perspectiva participativa, com o professor Aloísio Nogueira; A participação popular como instrumento de controle social, com o professor Gilson Gil; e Partidos políticos e as organizações governamentais, com o professor Nonato Pereira. Como mediador estará o coordenador do NCPAM, Ademir Ramos.

A proposta, segundo Luciana, não é fazer propaganda política, mas, sim, criar um melhor canal de comunicação entre o parlamentar e a comunidade. “É preciso deixar claro que o núcleo não está lançando nenhuma campanha, apenas aprovou a idéia de discutirmos detalhes para melhorar e executar o projeto, que também está aberto a outros candidatos. Dessa forma, lideranças políticas, intelectuais, políticos e sociedade em geral também devem participar”, finaliza.

. Serviço:
A “Oficina Política – Participação e representatividade popular” será realizada dia 18 de julho, às 9 da manhã, no Centro de Artes da Universidade do Amazonas (CAUA).

. Apoio:

   
Pró-reitoria de Extensão - PACE


 

 

APOIO:

 

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