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AM é destaque em convenção do Rio

Representação do Estado teve atuação marcante em encontro de livreiros e editores.



Por Raquel Caetano


       A nualmente, há 19 anos, nos três dias que antecedem a Bienal do Livro de São Paulo ou Rio de Janeiro, as entidades representativas da cadeia produtiva do livro realizam a Convenção Nacional de Livrarias. Este ano, nos dias 7, 8 e 9 a convenção ocorreu no Othon Palace Hotel, em Copacabana, na cidade do Rio. Já a Bienal Internacional do Livro começou ontem, 10, no Centro de Convenções Riocentro, RJ.
Com o tema “Livraria: Inovando para enfrentar os novos tempos”, a 19ª Convenção Nacional de Livrarias apresentou debates relevantes, não apenas para o segmento livreiro, as para toda a cadeia produtiva do livro. Em sua abertura, na terça-feira, dia 8, foi debatido, entre outros temas, “O Panorama das livrarias em todo o país – Como unir forças em defesa do seguimento”. Coube ao professor Tenório Telles, da Editora Valer, representar a Região Norte.
       Do Amazonas, também estava a professora Iraíldes Caldas, da Edua – Editora da Universidade Federal do Amazonas. O discurso de Tenório comoveu a plateia composta de editores, livreiros e outros segmentos do livro no Brasil e da América do Sul. De maneira didática e esclarecedora, Tenório, em sua fala, mostrou a trajetória do livro na história da humanidade, o papel que os livreiros desempenham nesse processo e concluiu dissecando as razões do histórico distanciamento da indústria editorial, tradicionalmente situada no Sudeste, da realidade mercadológica das outras regiões do país, com destaque para o Amazonas e a Amazônia, na atualidade.
       Para Gidaí Barbosa, proprietária de uma rede de livrarias no Nordeste, a fala do representante do Norte mostrou uma realidade que a maioria daquele público desconhecia. “Fiquei encantada e surpresa com a potencialidade do Amazonas na questão do livro”. Como entender que lá existam editoras com centenas de títulos publicados, e o restante do Brasil desconhecer, questionou.
       Para Vitor Tavares, presidente da ANL, a convenção atendeu às expectativas. “Penso que experiências e depoimentos como a dos livreiros do Norte reafirmam que o segmento, mesmo com todos os seus problemas, desperta paixões”. Outros temas como o cadastro único de livros, encabeçado por Rosely Boschini, presidente da CBL – Câmara Brasileira de Livros, e os “Resultados da Pesquisa LOF”, “O Livro no Orçamento Familiar”, que teve como base a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, divulgada no final de 2007. Também foram temas muito concorridos.
       Segundo Cássio Cabral, livreiro em Belém, PA, cada vez fica mais claro a necessidade de os editores e livreiros do Norte do Brasil se unirem para fazer conhecida a produção regional no restante do país, além dos gestores públicos se preocuparem com o tema. “Não é possível que o governo não perceba o papel benéfico que o livro e a leitura representam para sociedade”, conclui.