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Manaus,
verão
Noite escura e Palmeira esperava já umas duas horas, ali
na Ponte da Bolívia. Uma chuva fina pinicava o igarapé.
Espantava carapanãs com a fumaça do cigarro que
protegia na concha da mão para a brasa não chamar
atenção no escuro.
O ruído de um carro começou a barulhar, longe. Depois,
os faróis apareceram e um caminhão veio vindo, já
diminuindo a marcha, passou pela ponte sobre o igarapé
e desceu do lado esquerdo da estrada, parando perto do único
barraco, a taberna. Uma lona, servindo-lhe de toldo, cobria a
carroceria à altura da boléia. Pela abertura de
trás, via-se algumas redes estendidas de um lado para o
outro.
Apagou o cigarro na areia úmida e observou.
O motorista desceu, se espreguiçando.
– Ahn!... A mercadoria está pronta?
O dono da taberna recebeu-o com um copo de cachaça.
– Mata o bicho, aí. Os passageiros não querem?
O motorista riu.
– Não, eles não. Vão precisar da saúde.
– Quantos dias de viagem?
– Sei lá. Dois, três dias. Depende da lama
deixar passar.
– Muita gente aí em cima?
– Uns mateiros. Cinco. Gente treinada.
Riram. O taberneiro botou em cima do balcão uma caixa que
o motorista examinou e levou, guardando-a na boléia.
Voltou ao balcão.
– Bota outra.
O taberneiro serviu a cachaça e depois passou-lhe um saco
plástico, grande, cheio de panos, amarrado pela boca.
Alguém tossiu, prolongado e seco, sob o toldo do caminhão.
– Taí a coisa. Pelo jeito, parece que não
vão precisar...
– Que nada... tossezinha à-toa. Quem sabe, piora?
Riu, enquanto pegava o saco e o levava pra fora. Jogou-o para
dentro da carroceria e falou para cima.
– Olha. Tem uns lençóis, aí. Quem quiser
pode pegar, mas deixem o saco amarrado depois.
Voltou-se para a taberna.
– Bom. Vou chegando. Até.
– Até. Boa viagem.
– O caminhão saiu devagar. As redes balançavam
debaixo do toldo. Tomou a estrada e foi seguindo, se internando
na escuridão da noite.
Saiu de onde estava e cruzou o igarapé sobre um tronco
que servia de passagem. O taberneiro já fechava uma porta.
– Opa! Peraí... Serve umazinha pra mim. Bonoite.
– Bonoite. Não vi o senhor chegar.
– É. Deixei o carro ali adiante.
Tomou um gole.
– Chuvinha...
– É, tá assim. Peneirando...
– Pois é... Caminhão de fazenda, aquele?
– É. Vai pro centro. Buscar madeira, parece.
– Hum! Eta cachacinha braba! Cocal?
– Tatu...
– Arre!... Bota outra aí. Aquele não era o
Cleto?
– Hem?
– O Cleto. Quando cheguei ali, o caminhão estava
saindo. Não deu pra ver direito. Não era o Cleto,
da Funai?
– Sei não. O motorista?
– É.
– Ah, sim. Zé-Cleto? Ahn!... Funai, não. Não
é mais, não. Já dias que saiu de lá.
Agora está dirigindo uma fazenda, parece, aí pra
cima.
– Ahn! Então é isso. Pois é... –
foi à porta. – Chuvinha chata, essa. Acabei perdendo
o programa. Dei uma pernada até ao Rosa de Maio e não
encontrei a muchacha – voltou-se, confidente. – Uma
boliviana nova em folha. Dezesseis anos. Uma uva.
– Hoje tá parado, o movimento. Quando está
calor, sempre aparece gente com as meninas do Rosa de Maio pra
umas brincadeirinhas aí no igarapé. Mas com essa
chuva... A água deve estar gelada.
– É. Vou indo. Vou dar um bordejo lá pela
Verônica...
Pegou o carro e voltou para a cidade. Eram dez e cinco. Cruzou
o centro e parou em frente ao Colégio Estadual.
O Professor estava conversando com alunos no alto da escadaria.
Viu o carro chegar e desceu.
– Como é, Palmeira?
– Estou vindo de lá.
– Tudo certo?
– Bem... Foi tudo como o senhor previu. Só que a
caixa era de mantimentos, acho. Tinha um saco. Com lençóis.
– Lençóis?
– É. Roupas, talvez.
– Isso é interessante. Desce. Vamos até ao
Guarani tomar um café, antes que feche. Conta mais. Quantas
pessoas no caminhão?
– Não vi, não deu. O motorista falou em cinco
mateiros.
– Cinco? Hum... E o saco?
– De plástico, desses comuns, grande assim, transparente.
– Algum letreiro? Marca, nome?
– Olhe... deixe ver... Parece que sim. É... Tinha
sim. Alguma coisa verde...
– Não seria uma roupa, dentro dele? Transparente...
– Não. As roupas eram brancas. Lençóis,
o cara falou.
– Verde, então?
– Hu-hum.
– Um desenho de uma folha de árvore. Ou uma planta,
hem? Pensa bem.
– Puxa. Foi tão rápido. O motorista pegou
e jogou ele dentro do caminhão. Mas... É... É,
sim. Já vi um saco desses no Mercado. Assim, ó:
duas mãos segurando uma semente brotando.
– Tem certeza?
– No duro!
– Um saco de fertilizantes!
– É? E daí?
– Deixa pra lá... Vamos ao café.
À saída do Café, ficaram algum tempo conversando
com outras pessoas e vendo os cartazes do cinema.
– Bom, Professor, e agora? Estou por fora. Ainda não
entendi nada.
– Vamos devagar. Está indo tudo bem. Como combinamos,
hem? Você me dá as peças e eu monto o quebra-cabeças.
Paciência! Afinal, quem vai aparecer nos jornais como o
“argos” da polícia, é você...
– Vamos ver se consigo ao menos um lugar melhor do que dar
plantão em lupanar...
– Ora... Está aí uma boa oportunidade. Você
vai dar plantão na Serraria.
– Lá na Serraria da moça? Aquela de outro
dia?
– Isso mesmo. Mas banque o detetive, mesmo. Siga-a sem ser
notado. Veja onde ela vai depois do trabalho, onde mora, essas
coisas.
– É só? Amanhã, terça, estou
meio livre.
– Ah. Então me faça um favor. Dê um
pulinho no Incra e procure saber a quem pertencem as terras aqui
deste lugar. Mais ou menos aqui, onde está assinalado.
Isto é uma xerox de um mapa. É um rio aqui de cima,
perto de Roraima.
– Olhe só! O Professor vai virar latifundiário,
também?
– Quem sabe? Apesar de tudo, a Amazônia é grande...
Riram juntos e foram até o carro.
– Mais alguma coisa pro caso, Professor?
– Não, por enquanto. Telefone, se houver novidades.
Estarei em casa.
Eram três da tarde.
Aproveitando a sombra que a mangueira deitava sobre a sua varanda,
o Professor corrigia trabalhos escolares. Afundado no balanço
de uma cadeira de vime, vestia apenas a calça do pijama;
os pés fora dos chinelos davam o impulso para trás,
cadenciado. Ao lado, uma cadeira com livros e papéis empilhados.
No quintal, patos grasnavam alegres, fazendo festa num pequeno
tanque de água.
O telefone tocou lá dentro, e logo apareceu a empregada
com o aparelho.
– Olha, aproveita e me traz um refresco de graviola. Tem?
– Tem, sim senhor.
Ela saiu, depois de colocar o aparelho sobre os livros.
– Alô?
Era Palmeira. Ouvia atento. Conseguiu puxar da pilha de papéis
uma caderneta. Anotou nela alguma coisa.
– Espera aí... Diz. Sim, tá... Encontrou com
ele? Hum... hum... Interessante. Procura saber com a vizinhança,
se não são namorados, ou coisa assim. Hem? Vá
à Funai. Devem ter ficha dele na seção do
pessoal. Hum? Sim... sim... Na Polícia, também.
Hum... é... mas faça isso sem levantar suspeita,
eh... quer dizer, sem parecer investigação, percebe?
O quê? Olha. Isto é importante. Presta atenção.
Levanta com precisão o que o Cleto fez nesta última
semana. Os lugares onde esteve. O que fazia... Um palpite: vai
nesses hospitais de indigentes. Plano Inclinado, Adriano Jorge...
Hem? Sim, sim. Tudo bem. Já esteve no Incra. Dá
tempo, sim. Vai lá. Hu-hum. Até logo.
Completou as anotações na caderneta, depois ficou
com o olhar perdido, pensando. A criada entrou com um copo de
refresco gelado e uma fatia de bolo de macaxeira.
Debruçado no parapeito, bebia lentamente o refresco e esfarelava
o bolo nos dedos, jogando as migalhas aos patos que vieram, assanhados,
disputá-las ao pé da escada.
Caminhando em passos lentos, debaixo das frondosas mangueiras,
o Professor seguia para o Colégio, rememorando as anotações
de sua caderneta, unindo os dados coletados por Palmeira.
O rapaz era esperto. Faltava-lhe um pouco de argúcia, intuição
talvez. Mas isso viria com o tempo. Conhecera-o casualmente, quando
no Café fora abordado por ele. Queria uma opinião
sobre um determinado trecho de um relatório. Uma dúvida
corriqueira sobre concordância verbal... Aí nascera
uma conversa desinteressada, seu trabalho, suas investigações,
e que se foi estendendo sobre outros assuntos até chegar
aos boatos sobre mortes na construção da estrada
Manaus–Caracaraí, índios e desmatamento.
– Vamos investigar, isso? – convidou.
– Nós? Mas isso não é do meu setor.
– Nem do meu – gracejou. – Conheço apenas
alguma coisa pelos jornais. Me interesso pelo assunto. Vamos fazer
o seguinte. Dou-lhe roteiros, situações. Você
investiga e eu analiso. Se interessar ao seu Departamento, você
age oficialmente. Meu interesse é apenas de curioso.
– É... Quem sabe? Pode ser uma coisa boa. Começamos
quando?
– Já, se quiser.
O trabalho caminhou lento, até que começou a se
acelerar a partir de uma conversa que Palmeira tinha ouvido de
uma mesa qualquer, numa das suas rondas pelos rendez-vous da cidade.
Alguém comentava a morte do padre Calleri e possíveis
represálias aos índios do norte do Amazonas. Uma
série de coincidências foram se juntando a notícias
vagas: fatos corriqueiros tomavam novas dimensões e coisas
sem importância passaram a primeiro plano.
Agora chegara a alguns fatos que o preocupavam, deixando-o inquieto.
Ou era medo? Medo de serem verdade, será?
O próximo encontro com Palmeira, certamente seria decisivo.
Estava quente, a noite. O Professor, deitado na rede, lia alguma
coisa. Cochilava, às vezes, entorpecido pelo zumbido monótono
do ventilador. Chamaram-no à porta.
– Dá licença?
– Vai entrando, Palmeira. Cuidado com o degrau.
Palmeira surgiu do escuro do corredor.
– Bonoite. Já estava dormindo?
– Que nada... Curtindo um calorzinho – desceu da rede
e enfiou os pés no chinelo. – Toma uma cervejinha?
– Opa! Tomo. Está quente mesmo.
– Senta. Vê se encontra um lugar por aí.
O Professor saiu da sala e voltou em seguida com dois copos e
uma garrafa de cerveja. Serviu-a. Beberam juntos mais da metade.
– Fala, Palmeira. Sumiu dois dias.
– Pois é. Andei numa diligência até
Manacapuru. Um contrabandozinho besta...
– Tem coisas novas pro nosso caso?
– Tenho – tirou alguns papéis dobrados do bolso.
– Agora dei pra fazer anotações, como o senhor.
– Bom! Manda lá.
Apanhou sua caderneta e sentou-se na rede.
– Bem... como já lhe disse, a moça da Serraria,
a Angélica, saiu do trabalho e foi até a Santa Casa
onde se encontrou com uma tal de Joana, que é servente
e cuida da roupa suja das enfermarias.
– Hum... Aí estão os lençóis...
Será?
– Hem?
– Nada. Estou só anotando. Vai.
– Ah! Escuta esta. Ontem, quando eu ia pra diligência,
sabe quem eu encontrei na rua dos Barés, perto do Mercado?
Essa zinha, a Joana. Sabe com quem? Com o taberneiro da Ponte
da Bolívia. Ei! Espera aí... Então é
por isso que o senhor falou dos lençóis!... Hum!
– Vamos adiante.
– Bom, deixa ver. O Cleto. Ficha limpa. Saiu da Funai porque
quis.
– Trabalhava aonde? Em que região?
– Alto Rio Negro. Esteve nas missões salesianas de
lá. Andou também pelo Purus e pelo Rio Alalaú.
– Hem? Então ele conhece a região?
– Sei lá. Deve conhecer...
– O que mais?
– À tarde de quarta-feira foi ao escritório
do S. & Cia. onde recebeu dinheiro para a viagem à
fazenda da firma.
– Onde fica essa fazenda?
– Aqui perto. Quilômetro vinte, vinte e dois, por
aí.
– Uma firma grande, dessas... Não tem caminhões
próprios? Pra que alugar um caminhão a frete? Bem,
continua.
– Esteve pelo Mercado tentando contratar alguns caboclos,
dizia. Esteve depois no Albergue de Flores. Saiu de lá
com dois homens.
– Quem eram?
– Os nomes deles? Não sei. Me informaram que devem
ser gente duma leva que chegou por esses dias de Paricatuba.
– Do Leprosário?
– Deve ser. Paricatuba é um leprosário. Ou
era... Bem, depois disso, mais nada. Ah, sim. A Angélica
não tem nada com ele. Parece que ela é comedia do
Gerente da Serraria...
O Professor ficou pensativo. Anotou, rabiscou a caderneta. Derrubou
o copo de cerveja em cima de seus papéis.
– Por que o senhor me sugeriu procurar em hospitais?
– Foi um palpite errado. Eles não seriam estúpidos
bastante para irem a hospitais... Apanha outra garrafa pra gente,
Palmeira.
Completou suas anotações e ficou olhando um enorme
mapa do Amazonas, posto numa das paredes. Palmeira voltou com
nova garrafa. Aproximou-se, servindo os copos.
– Se pensa que vai comprar aquelas terras, Professor, pode
ir desistindo.
– Hum?
– Aquelas terras pertencem ao Deputado A. S.
– Verdade? Puxa! Elas ficam mais ou menos aqui, ó...
– e mostrou-as no mapa. – Um belo latifúndio!
Boas terras, muita madeira. Caça. Uma estrada federal passando-lhe
pelo meio. E índios.
– Índios? Aí? Tão perto. Quanto dá,
daqui lá?
– Trezentos, quatrocentos quilômetros.
– Só? E os índios estão aí?
– O universo deles é a selva e a selva é grande.
Eles estão onde tem comida, e aí, então,
é a sua região de caça. A abertura da estrada
está causando a depredação da região...
e morte aos índios.
– Espere aí, Professor. Isso tem alguma coisa a ver
com o nosso caso?
– ESSE é o nosso caso, rapaz!
Palmeira
sentou-se. Estava confuso. Bebeu alguns goles da cerveja. O Professor
anotou mais alguma coisa na caderneta.
– Mas não estávamos investigando mortes na
estrada?...
– E não estamos?
O Professor voltou ao mapa.
– Sabe de uma coisa? O Cleto não vai pra nenhuma
fazenda do S. & Cia... Ele está indo pra lá!
Lá pra cima! Rio Alalaú. Ou aqui, nas terras do
Deputado!
– De caminhão?! O senhor está maluco. A estrada
é um mar de lama, Professor!
– É. Disse-o bem, Palmeira. Um mar de lama! Sabendo
disso, ele é capaz de ir de avião. Uma fazenda dessas
tem sempre um campo de pouso, não tem?
– Sei lá...
– Ânimo, rapaz. Estamos perto da solução
– jogou a caderneta sobre a mesa. – Aí está!
Palmeira apanhou a caderneta. Folheou-a. As anotações
eram palavras soltas, traços, setas, datas. Alguns borrões
ininteligíveis.
26/3
Café do Pina – Palmeira – 17.40
falamos Manaus–Caracaraí = consult. jornais Biblio.
28 – 9.10: mortes? sem dados
sub-empreiteiras/estrada desmatamento
formação de pastos
Consultar Inpa na terça. caminhão sai dia 2
confirmado: 9 da noite
atenção: menina da Serraria /Ponte da Bolívia/algum
contato
saco de fertilizantes/roupas/lençóis
gente doente? Santa Casa
servente/limpeza/ – roupa suja!
Cleto – dois/Paricatuba
Rio Alalaú – região atroari/waimiri
Fazenda/S.
& Cia./Deputado S = farinha do mesmo saco
a terra é dele!
genocídio? ? ?
Palmeira balançou a caderneta na mão.
– Bem, Professor. Vou passar quinhentos e cinqüenta
e cinco dias pra decifrar isto. Que tal o senhor destrinchar agora,
hem?
– Muito bem. Serve mais cerveja. Olha. A construção
dessa estrada, como você sabe, se arrasta há anos
e anos. Agora foi intensificada. Com ela, valorizou-se as terras
dessa região toda, e como se sabe, rica em madeira, futuramente
gado. E pela presença de índios, caça abundante,
e por conseguinte, peles selvagens. O problema que não
se esperava que esses índios fossem menos suscetíveis
do que os de Rondônia ou Mato Grosso. Para decepção
dos “colonizadores”, eles decidiram lutar por suas
terras. Não aceitam negócios com brancos, e respondem
com violência às tentativas de contato. Aí,
o que fazemos nós? Mandamos para a região uma boa
turma de leprosos, tuberculosos, gripados, sifilíticos,
gonorréicos, o diabo! junto com roupas infectas, sujas
com o que há de mais sujo na nossa civilização!
O resto, é fácil concluir...
Palmeira fitava, ora as notas, ora o próprio Professor,
assustado em imaginar a dimensão do que acaba de ouvir,
para ele, sem dúvida, uma novidade.
– Mas isto é um absurdo! – levantou-se, batendo
a caderneta na poltrona.
– Também acho!
– Não senhor. Me refiro à sua teoria!
– Teoria? Como, teoria? Você está com uma caderneta
cheia de evidências!
– Preciso de provas!
O Professor, num balanço da rede, apanhou o copo que estava
num braço da poltrona. Bebeu-o e devolveu-o do mesmo jeito.
– Eu lhe forneci as evidências. Procure você
as provas. Elas não estão muito longe... Você
não queria uma oportunidade para sair do lupanar? Aí
está. Não sei se vai ser muito diferente, o ambiente...
Palmeira tinha saído há muito tempo e o Professor
continuava a se balançar na rede.
No dia seguinte, se lhe perguntassem das olheiras, o calor da
noite e os carapanãs seriam culpados pela perda do sono.
(In:
Revista Ficção, n.º 23)